O romantismo parece fazer parte do dicionário de todo brasileiro, mesmo nessa época de tempos bicudos, as pessoas não perdem sua fé que o Brasil é o país do futuro, e também não se deixam abater por paixões frias. Mais do que nunca o calor fala alto em discussões e relacionamentos.

É nesse cenário de comportamento latino que essa confiança toda encontra desafios que são dignos das lições de vida faladas em vários livros.

A congruência, que é a coesão, conexão ou harmonia entre as palavras e as atitudes andam mais distantes uma da outra que nunca. Todos falam em sincronia, sinergia e nos casos corporativos, no famoso alinhamento, porém as redes de farmácias só dão desconto para quem tem plano de saúde, copiando uma atitude famosa das seguradoras de carro que dão os maiores descontos para os automóveis que não vão para as ruas. Parece que toda ideia fica gourmetizada com uma bela camada de chantilly de propaganda e marketing.

Todos esses conflitos nitidamente servem para a evolução pessoal de todos nós, mas também cobram uma consciência coletiva, esquecida em prol dos objetivos próprios de cada um. Os recursos emocionais parecem estar igualmente esgotados como os recursos da vida, da terra, da água, do mar. Ninguém parece estar ganhando vantagens significativas e reais nesse modus operandi atual. Trabalhadores são explorados em todos os níveis, pacientes pagam caro para morrerem em corredores de hospitais sujos e nem as empresas estão salvas, porque elas não inovam como precisariam, e também não apuram lucros extraordinários, como muitos acreditam.

Então o que fazer? De certo somente que, fazer mais do mesmo e esperar um resultado diferente é uma quase insensatez, porque se não colocarem um pouco de realidade nesse eterno olhar de que um dia as coisas vão melhorar, pelo histórico, essas vontades todas continuam patinando e não saem do lugar.

Outro olhar preocupante é o fato das sociedades todas, historicamente falando, levarem até as últimas consequências suas crenças, para depois poderem se reconstruir, reinventar, mas nos tempos que vivemos atualmente muita gente tem a percepção que tem horas onde o coração só entra em sintonia com atos físicos, quando encontra o cardiologista.

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